José Oliveira Pinto nasceu em Vila Real, Portugal (1988). Filho de pai português e de mãe nascida em Angola, cresceu entre diferentes experiências de pertença, o que tem marcado a sua relação com a linguagem, a memória e a escuta. Vive entre Portugal e Cabo Verde, onde desenvolve projetos artísticos, comunitários e de investigação. A sua prática cruza escrita, voz e performance como formas de construção de presença, resistência simbólica e pertença comunitária. Licenciado em Psicologia (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro) e mestre em Psicologia Clínica e da Saúde (Universidade da Beira Interior), é também mestre em Cultura e Comunicação (Universidade de Lisboa), área na qual aprofundou a pesquisa sobre a poesia enquanto forma de comunicação, as políticas de esperança nos festivais de poesia e a inovação social na gestão das organizações culturais e artísticas.

Fundador do CALHAU, coletivo de artistas e poetas emergentes em Vila Real (2015). Fundador e gestor cultural da Associação txon-poesia (Cabo Verde), na qual se dedica à intervenção comunitária desde 2017. Editor da txon, revista de poesia e poética vocacionada para a partilha entre vozes afro-luso-brasileiras, diretor artístico do Spoken Word Mindelo e do Grupo Polipoético do Mindelo, programador do Festival Internacional de Poesia e Poética em Mindelo e facilitador de oficinas de escrita, teatro, performance e spoken word. Desenvolve a sua investigação no cruzamento entre psicologia, estudos culturais e estudos de performance, focalizando a linguagem poética como tecnologia de resistência, memória coletiva e agencialidade. Publicou ensaios e artigos científicos sobre práticas literárias e pertença comunitária e sobre os efeitos cognitivo-emocionais da performance poética mediatizada.

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Entrevista
Por Ramiro Torres na Palavra Comum (Galiza, 2017)